O pecado da omissão!

Abril 10, 2009

Do latim, Pilatos significa ponte. Infelizmente essa “ponte” foi capaz apenas de fazer a ligação entre a omissão de um homem sem fé com sua própria indiferença. Por mais que fizesse parte dos Planos Divinos, poderia ele sim evitar a morte injusta do nazareno na cruz, caso agisse conforme seus reais pensamentos. Eis aqui a podridão da omissão!

 

Assim como hoje, a justiça também não se fez presente há dois mil anos atrás. Em sua falta com a verdade, o governador da Judéia falhou duas vezes: a primeira em negligenciar o que era certo, tão claro diante de seus olhos; a segunda em permitir que tal barbárie ocorresse, sabendo que poderia evitá-la com uma simples palavra. Carregará Pilatos eternamente o fardo de desperdiçar a oportunidade de mudar por completo os traços da história.

 

Não sejamos totalmente injustos. Houve certa tentativa de convencer o povo, em três oportunidades, a soltarem o Rei dos Judeus… Todas em vão! Nem mesmo o sonho perturbador de sua esposa nas vésperas do acontecido (“Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” (Mt 27,19)) ou o seu ultimato, oferecendo a liberdade de um dos dois (Cristo ou Barrabás), surtiram efeito na multidão. Buscando evitar a ira de todos, coagiu com o desejo daqueles que “não sabem o que fazem” (Lc 23,34)

 

O final dessa história? Todos nós já sabemos!

 

Em suma: por mais que quisesse agir corretamente, Pilatos sucumbiu ao temor de que tal ato gerasse uma insatisfação geral na população, o que fatalmente acarretaria em um desagrado por parte do Imperador Romano. Deixou-se o certo de lado para realizar aquilo que seria mais vantajoso para sua carreira política.

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 Pôncio Pilatos… Rei por um dia; condenado pela eternidade!

Após tantas informações, resta-me pensar: e nós? Também não estamos lavamos nossas mãos com tremenda facilidade diante das impunidades do dia-a-dia? O amigo acusado por algo que não cometeu… A omissão de socorro… A ausência de perdão… Julgamo-nos pessoas de bem e que, caso partíssemos hoje, certamente atingiríamos o Reino dos Céus. Entretanto, somos verdadeiramente bons, mesmo quando não “levaremos vantagem” nessa ação? E quando na caridade é exigido algum sacrifício, continuamos atentos ao próximo? Ou sucumbimos diante dessas pressões?

 

Aproveitemos então a Páscoa para uma severa revisão de vida. Em quais momentos estamos agindo conforme Pilatos? De que forma combatemos a nossa própria fraqueza humana? Buscamos a paz ou apenas a auto-realização? Agimos conforme o mandamento nos manda? Ou conforme os meus prazeres me conduzem?

 

por: Diogo Galline

 

 

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2 Respostas to “O pecado da omissão!”

  1. Bruninho J&C Says:

    e ai Paulista, po muito bom essa reflexão,
    esse Duigo Galline mando bem, e vc escolheu bem!
    então Parabéns velho
    Nos realmente precisamos parar com o pecado da omissão e da indiferença, esses destroem nossos mundos e nos afastam dos verdadeiros valores.
    abraços!

  2. Samanta Says:

    O ser humano é falho, e embora queira fazer o que é certo, sinta esse desejo em seu epírito, acaba fazendo o que é errado, sendo covarde, muitas vezes por medo, vergonha ou para se autopromover se cala diante das injustiças. É preciso buscar o fortalecimento espiritual em oração para não caírmos em tentação.


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