ReVira Volta

Maio 27, 2010

Depois de deixar às traças essa bagaça, vamos, aos poucos tentando ressucita-lo.

Sem comentários sobre a derrota da seleção alva e verde hoje (que de seleção já não tem nada há muito tempo), hoje o que me chamou à atenção foi o embarque de nossa querida seleção canarinha rumo à África. Apesar de ter gostado da convocação (claro, pra mim faltou o Gaúcho que, no meu time, jogaria até com uma perna a menos), achei o Dunga bastante justo e correto, mas ainda acho que a Argentina vai ser a campeã dessa Copa.

Todas as vezes que o Brasil foi pra Copa valorizado, como favorito, nao ganhou. Haja vista nossa super seleção de 82, ou mesmo, sem ir muito longe, 2006. Somos os campeões da Copa das Confederações, da Copa América, classificados nas eliminatórias em primeiro lugar, com três rodadas de antecedência, demos um “pau” na Itália e em Portugal em amistosos… Enfim, como não ser favorito? Hipocritas aqueles que falam: “Ahh, falta Neymar, Ganso…”. Essa seleção é a que ganhou tudo nos últimos anos. Já diz a velha máxima do futebol: Em time que está ganhando…. 

Mas… Pare e olhe o time da Argentina. Um puuuuuuuta time sem um conjunto ainda. Repito: AINDA!!! Me lembra o Brasil de 2002, que se classificou na última rodada, no último gol (Luizão), muitos convocados só para a Copa, sem ter jogado as eliminatórias, ou até mesmo 1994, que fora ao mundial como mero coadjuvante e o resultado final nós já sabemos. O único problema que nossos “hermanos” tem é o técnico. Mas se o Messi decidir jogar o que ele sabe, Verón, Milito… Ninguém segura os caras!

Otimista ? Brasil campeão. Realista? Argentina tem mais chances, não pelo retrospecto, mas é favorita justamente por nao ser favorita… 

Nada mal seria uma final Brasil X Argentina, não???

Daqui 1 mês e meio saberemos o resultado de tudo isso. Mas não se enganem os chatos de plantão, sou brasileiro e de maneira alguma deixarei de torcer pela seleção canarinha!

Vamo que vamo, amanha só faltará 15 dias!!!!!!!!

Ador e ação

Maio 25, 2010

Ao ficar sozinho, me encontro comigo mesmo.

Paro e me deparo com o meu eu.

Com o que gosto e com o que não gosto

E com o desgosto de ser este eu limitado.

 

É no escuro do meu quarto, junto a tudo que é meu.

Que me encontro no vazio do meu coração.

Sinto implodir-me por dentro. Demolição, reforma, mudança, formatação.

 

“Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é”

É no silêncio da noite que me encontro com minhas dores.

Com meu sujeito interior, com vontades, desejos, medos

Rancores, inseguranças…

 

Com os outros? Sou o Máximo

Comigo? o Mínimo

Para os outros? O teto, o céu, a doação

Para mim? O piso, o resto, o chão, a dor sem ação

O pecado da omissão!

Abril 10, 2009

Do latim, Pilatos significa ponte. Infelizmente essa “ponte” foi capaz apenas de fazer a ligação entre a omissão de um homem sem fé com sua própria indiferença. Por mais que fizesse parte dos Planos Divinos, poderia ele sim evitar a morte injusta do nazareno na cruz, caso agisse conforme seus reais pensamentos. Eis aqui a podridão da omissão!

 

Assim como hoje, a justiça também não se fez presente há dois mil anos atrás. Em sua falta com a verdade, o governador da Judéia falhou duas vezes: a primeira em negligenciar o que era certo, tão claro diante de seus olhos; a segunda em permitir que tal barbárie ocorresse, sabendo que poderia evitá-la com uma simples palavra. Carregará Pilatos eternamente o fardo de desperdiçar a oportunidade de mudar por completo os traços da história.

 

Não sejamos totalmente injustos. Houve certa tentativa de convencer o povo, em três oportunidades, a soltarem o Rei dos Judeus… Todas em vão! Nem mesmo o sonho perturbador de sua esposa nas vésperas do acontecido (“Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” (Mt 27,19)) ou o seu ultimato, oferecendo a liberdade de um dos dois (Cristo ou Barrabás), surtiram efeito na multidão. Buscando evitar a ira de todos, coagiu com o desejo daqueles que “não sabem o que fazem” (Lc 23,34)

 

O final dessa história? Todos nós já sabemos!

 

Em suma: por mais que quisesse agir corretamente, Pilatos sucumbiu ao temor de que tal ato gerasse uma insatisfação geral na população, o que fatalmente acarretaria em um desagrado por parte do Imperador Romano. Deixou-se o certo de lado para realizar aquilo que seria mais vantajoso para sua carreira política.

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 Pôncio Pilatos… Rei por um dia; condenado pela eternidade!

Após tantas informações, resta-me pensar: e nós? Também não estamos lavamos nossas mãos com tremenda facilidade diante das impunidades do dia-a-dia? O amigo acusado por algo que não cometeu… A omissão de socorro… A ausência de perdão… Julgamo-nos pessoas de bem e que, caso partíssemos hoje, certamente atingiríamos o Reino dos Céus. Entretanto, somos verdadeiramente bons, mesmo quando não “levaremos vantagem” nessa ação? E quando na caridade é exigido algum sacrifício, continuamos atentos ao próximo? Ou sucumbimos diante dessas pressões?

 

Aproveitemos então a Páscoa para uma severa revisão de vida. Em quais momentos estamos agindo conforme Pilatos? De que forma combatemos a nossa própria fraqueza humana? Buscamos a paz ou apenas a auto-realização? Agimos conforme o mandamento nos manda? Ou conforme os meus prazeres me conduzem?

 

por: Diogo Galline

 

 

Acumulação de trabalho

Abril 6, 2009

Ultimamente, as empresas andam lançando mão de uma tática para fazer com que os funcionários trabalhem mais, para que o mesmo número de funcionários produza uma quantidade maior. Isso remonta ao início do século, às idéias de Taylor, de maior aproveitamente do trabalho e que, depois, foram concretizadas nas indútrias Ford. No entanto, fiquei assutado com essa imagem que vi. Até que ponto chega o acumulo de funções de um trabalhador…

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1073985-6091,00-CHINESA+CARREGA+MAIS+DE+CAIXAS+EM+CIMA+DE+TRICICLO.html

Queria só ver se caisse uma caixinha dessa no meio da rua!

Saudade

Março 21, 2009

“Saudades, só portugueses
Conseguem senti-las bem
Porque têm essa palavra
Para dizer que as tem”
Fernando Pessoa

 

Após um longo tempo sem escrever aqui (confesso que já estava sentindo falta), voltamos agora a colocar algumas palavras. Começamos 2009 com um fragmento de Fernando Pessoa que tem muito a ver com esse tempo sem escrever.

 

Em uma livraria no centro do Rio de Janeiro foi feito um concurso para eleger a palavra mais bonita da língua portuguesa. Na primeira etapa foram sugeridas mais de 400 palavras para constarem na lista de votação. Após 3500 votos, colocados em uma urna dentro da livraria, a palavra SAUDADE foi eleita com maioria esmagadora.

 

Acredito que o resultado assim se deu por conta de sabermos que a saudade que sentimos não é sentida em nenhum outro lugar do mundo. A saudade dos norte americanos (“I miss you”) passa longe do verdadeiro sentimento que possui a nossa. Apenas nós sabemos o que é senti-la. SAUDADE não tem tradução, tanto do português pra qualquer outra língua quanto do nosso coração para nossa vida concreta.

 

Só sente saudade aquele que ama, ou aquele que, em algum instante da vida, pôde vivenciar esse sentimento. Porque saudade pressupõe bons momentos, alegria, vontade de voltar no tempo e reviver aquilo que passou, sentimentos esses que o amor está cheio. Quando se ama o que se faz, natural e nostalgicamente (com a permissão do neologismo), sentimos vontade de retornar e aproveitar de novo. Sentimos saudades de pessoas, de uma boa comida, saudade de um lugar onde nos sentimos em paz, de uma etapa de nossa vida. Enfim, sentimos saudades daquilo do que realmente valeu a pena, que realmente amamos, a ponto desse amor deixar resquícios indeléveis em nossa memória.

 

Como materializá-la? Como transferir do nosso interior um sentimento que mal conseguimos explicar o porquê, o como e o quanto sentimos? Não existem maneiras de traduzir em nossas vidas exteriores o sentido que a saudade assume dentro de nossos corações. Saudade dói, muitas vezes aperta, machuca, derruba. No entanto, meus caros, permitam-se sentir saudades porque só assim saberão o que valeu a pena, o que de fato foi importante e que vocês amaram.

 

Que tenhamos um ótimo 2009 (atrasado, não?!), repleto de bons momentos que nos tragam saudades, pois a medida da saudade que sentimos é a medido do amor que tivemos.

Premonição

Dezembro 17, 2008

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A imagem diz por si só ! Será que um dia veremos o quão ele estava certo?

Santa Catarina

Dezembro 9, 2008

Os últimos acontecimentos em Santa Catarina realmente nos tocaram. Em pouco mais de 72 horas choveu quatro vezes o esperado para o mês inteiro, fazendo com que diversos morros deslizassem e algumas cidades, como Itajaí, ficassem quase que completamente submersa. Em uma mobilização jamais vista, nosso povo enviou para lá toneladas e toneladas de donativos, remédios, roupas, alimentos. Isso só nos prova que devemos sim sempre ser solidários e devemos sempre ajudar aqueles que mais precisam.

Nosso bom e velho Paraná foi responsável direto por esse belo ato de solidariedade. Quase 50% dos donativos que chegaram a Santa Catarina tiveram sua origem de paranaenses que se sensibilizaram com o drama dos catarinenses. A mídia fez uma cobertura espetacular para esse triste evento, fazendo com que mais pessoas se sentissem imbuídas de um espírito solidário e procurassem locais para enviar algo que fosse ajudar.

No entanto eu me pergunto: quantas Santas Catarinas não existem em outros locais? No nordeste, por exemplo, existem, atualmente, cidades que estão sem um pingo de chuva há oito meses, decretado estado de calamidade publica, pois sua população sofre problemas, se não piores, muito semelhantes aos dos catarinenses.

Não nos sentimos na obrigação de ajudar-lhes por quê? Talvez porque não sabemos dessa dura e difícil realidade, ou talvez porque nos acostumamos com aquilo que, ao longo do tempo, se torna natural. Hoje em dia não é mais novidade alguma bala perdida ou guerra de traficantes no Rio de Janeiro. Vamos nos acostumando com as coisas e esquecemo-nos que por trás existem seres humanos, que tanto no caso nordestino como no caso catarinense, como em outros muitos casos pelo Brasil todo, sofrem duras penas.

Não defendo aqui que não devamos ser solidários, muito pelo contrario, eu mesmo mandei alguns donativos à Santa Catarina. Apenas defendo que não fiquemos na superficialidade da mídia e que busquemos enxergar o problema de fato, não apenas aquilo que é noticiado, e que nos preocupemos com todos que precisam.

Chineisinho Doidão

Novembro 28, 2008

Cada uma que me aparece…

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL882537-6091,00-PESQUISADORES+ENCONTRAM+MACONHA+MAIS+VELHA+DO+MUNDO.html

Imaginem o “barato” que isso nao pode dar?!?!

Algo sobre o amor…

Novembro 12, 2008

Talvez o amor atualmente não tenha mais a mesma identidade calorosa e suspirante que possuía há certo tempo atrás. Gerador de sonhos e devaneios, encantador, tais são características que nos dias de hoje não estão associadas à idéia de amar. O amor se tornou muito mais racional, muito mais prático, muito mais funcional, reflexo dos valores pós-modernos que encontramos em nossa sociedade. 

O útil, o descartável, o fácil domina as relações humanas, fazendo com que tudo se torne passageiro, tudo seja utilizado até quando não se tem mais vantagem. Talvez isso explique os “amores de uma noite”, ou melhor, os “amores de um olhar”, de um beijo. As pessoas andam extremamente carentes, necessitando de algo que as complete nem que seja por pouco tempo, nem que seja por 5 minutos. Se doa um pouco pra um, um pouco pra outro, e quem vai apenas perdendo com tudo isso são elas mesmas. As “baladas” estão repletas disso. Pessoas se produzem assim como donos de lojas preparam suas vitrines: colocam suas melhores roupas, valorizam aquilo que consideram ter de melhor, saem à procura olhando vitrine por vitrine, escolhendo aquela que mais a agrada, aquela que mais a chama atenção. Apenas se esquecem que por trás de uma vitrine bem produzida existe um mau atendimento, existe falta de estoque… 

É necessário que busquemos resgatar aquele brilho nos olhos de encontrarmos a pessoa amada, aquele amor que é um ato de coragem, um beijo roubado, um suspiro de alegria, um bilhete apaixonado escondido na agenda. Prejuízo maior, com toda essa realidade, é para os poetas, que aos poucos foram perdendo a matéria prima para suas criações. 

Devemos lembrar, é claro, que não existe a pessoa perfeita, ideal, mas sim, a pessoa certa. A pessoa perfeita talvez exista apenas dentro de nós mesmo, por fazermos daquela que amamos o paradigma primeiro de qualidades, ou seja, nós criamos aquilo que nós queremos ter. Não há algo mais bonito do que aceitarmos que somos limitados, que temos defeitos e que a pessoa amada também, mesmo porque o amor deve ser sempre a junção de todas as características que encontramos no outro. Se o resultado dessa matemática toda nos parecer bom, ai sim amaremos da maneira correta, pois aceitaremos os limites e os defeitos que o outro nos apresenta. 

Agora, a única maneira de conseguirmos isso é conhecendo de fato a outra pessoa, conhecendo ela da maneira como ela é, buscando nelas todas as qualidades e os defeitos que ela possui. Contudo, os lugares que freqüentamos e as situações da vida não propiciam muito esse conhecimento adequado. É claro que dá muito mais trabalho, sim, mas é a única maneira de encontrarmos o amor verdadeiro, tolerante e sincero. Hoje o amor tem um preço e prefere-se não arriscar muito para não perder muito. Por isso essa proliferação de encontros casuais. Amigos, o amor é inumerável, o amor é incalculável, o amor é incontável.